Fiquei alguns dias em recesso, entre o final do ano e agora.
Dias mais silenciosos.
Menos agenda.
Mais escuta.
Foi nesse intervalo — longe da correria — que muitas reflexões começaram a ganhar forma.
Sobre vida.
Sobre carreira.
E, principalmente, sobre o tipo de profissional que a estética vai precisar em 2026.
Hoje, retomamos as atividades com toda a equipe.
E confesso: voltei diferente.
Mais consciente do que precisa ser ajustado, fortalecido e, em alguns casos, deixado pra trás.
Entre aulas, atendimentos, mentorias e palestras pelo Brasil, uma certeza ficou ainda mais clara pra mim:
não existe meta profissional forte se a vida pessoal, familiar e espiritual estão desalinhadas.
Metas precisam caber na vida real
Metas não podem morar só no papel.
Elas precisam caber na rotina.
E, principalmente, fazer sentido pra quem você é hoje — não só pra quem você quer ser amanhã.
Quando penso em planejamento para 2026, gosto de dividir a vida em quatro grandes áreas:
Metas profissionais
Aqui entram carreira, posicionamento e crescimento na estética.
O mercado está mais exigente, mais técnico e mais consciente.
Quem cresce em 2026 não é quem faz mais procedimentos — é quem estuda mais, se posiciona melhor e entrega valor real.
Metas pessoais
Sono, saúde, energia, tempo de qualidade.
Sem isso, qualquer carreira vira peso.
E estética não combina com exaustão constante.
Metas familiares
Presença. Conversa. Limites.
Família não pode ser o “resto do tempo”.
Ela sustenta tudo o que a gente constrói fora.
Metas espirituais
Silêncio, propósito, direção.
Não importa sua crença — importa lembrar por que você faz o que faz.
Sem isso, sucesso fica vazio rápido demais.
Meta sem prática vira frustração
Essa talvez seja a parte mais ignorada dos planejamentos.
Por isso, em vez de listas enormes, eu sempre defendo algo simples:
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Menos metas
-
Mais constância
-
Decisões pequenas, repetidas todos os dias
É isso que sustenta crescimento de verdade.
A estética em 2026: uma conversa necessária
A estética em 2026 não será para amadores.
E isso não é ameaça — é amadurecimento do mercado.
O que eu tenho visto, de perto, é um cenário:
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Mais técnico
-
Mais fiscalizado
-
Mais consciente
-
E, ao mesmo tempo, mais competitivo
Vai ficar mais difícil viver de atalhos.
De promessas fáceis.
De fórmulas prontas.
E, sinceramente?
Ainda bem.
Isso valoriza quem constrói base.
Base técnica.
Base ética.
Base emocional.
Base de posicionamento.
Metas profissionais vão além de faturamento
Quando falo de metas profissionais, não estou falando só de dinheiro.
Estou falando de:
-
Onde você quer estar no mercado
-
Como você quer ser reconhecido
-
Que tipo de profissional você quer se tornar
2026 vai premiar quem tem clareza.
E clareza nasce de formação contínua, troca e acompanhamento.
É essa mentalidade que buscamos viver e aprofundar na 8ª Turma de Valença:
sem pressa,
sem promessa vazia,
com consciência, responsabilidade e visão de longo prazo.
Se essa reflexão te trouxe mais perguntas do que respostas, está tudo bem.
Metas bem feitas não geram ansiedade.
Geram direção.
E direção muda tudo.
Prof. Renato Lima





